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Emigrantes

Grupo ligado ao movimento de cidadania Estado do Emigrante, que luta pela criação de uma Secretaria de Estado ou Ministério das Migrações, sequência do movimento que recuperou a nacionalidade brasileira nata para os filhos dos nossos emigrantes.

Site: http://www.estadodoemigrante.org www.brasileirinhosapatridas.org
Local: sede em Berna, Suíça, mas tb em outros países.
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Última atividade: 22 Abr, 2012

O ITAMARATY NA ÉPOCA DA DITADURA

O Itamaraty na época da ditadura      www.diretodaredacao.com

A concessão de anistia póstuma ao pai de Sergio Vieira de Mello, Arnaldo Vieira de
Mello, cassado durante a ditadura, faz lembrar episódios sombrios no Itamaraty.
Artigo de Rui Martins.

 

  • Publicado em 25/06/2011

    O Itamaraty na época da ditadura


    Berna (Suiça) - Eu estava em São Paulo, num cyber café de
    uma galeria na Avenida Paulista, quando li a concessão da anistia póstuma ao ex-consul-geral do Brasil em Stuttgart, na Alemanha, Arnaldo Vieira de Mello.

    E me lembrei de sua viúva, hoje com 92 anos, que encontrei no Palácio das Nações, em Genebra, quando ela ali estivera, vinda do Rio de Janeiro para participar de uma solenidade da ONU em memória e homenagem ao seu filho, Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado em Bagdá.

    E me lembrei também do jovem Sérgio, com quem fizera diversas entrevistas no Alto Comissariado da ONU, em Genebra,  e que vira, pela última vez, já com a cabeleira começando a embranquecer, quando apresentava seu relatório sobre o Timor Leste, na comissão de Direitos Humanos. Ainda estava na CBN, quando,
    reportando noticiários internacionais,  comentara sua provável escolha para secretário-geral da ONU.

    Sem dúvida, Sérgio Vieira de Mello (foto) foi o maior diplomata brasileiro de todos os tempos, mas não trabalhava para o Itamaraty e sim para a ONU. Tenho aqui comigo, sobre minha mesa, um livro ao qual prestei uma modesta colaboração, escrito por Jacques Marcovitch, cujo título é Sérgio Vieira de Mello, Pensamento e Memória, no qual tantos diplomatas e acadêmicos brasileiros
    lhe prestam merecida homenagem.

    E por que Sérgio não fizera carreira inicial no Itamaraty, onde seu pai Arnaldo Vieira de Mello trabalhou 28 anos? Alguns poderão responder por ter sido a filosofia sua primeira grande preocupação, mas outros se lembrarão que o brilhante jovem estudante do colégio Franco-Brasileiro, no Rio, preocupado com
    os conceitos de justiça e de paz, viveu ali o golpe militar de 1964 e preferiu continuar seus estudos em Friburgo, na Suíça, e depois na Sorbonne, em Paris.
    Aquela não era a época ideal para seguir o pai e fazer o Instituo Rio Branco, como logo lhe mostraram os acontecimentos.

    Com efeito, cinco anos depois do golpe, quando faltavam alguns meses para Sérgio concluir seu curso de filosofia na Sorbonne, o Itamaraty procedeu a um expurgo sem precedente na história brasileira e demitiu 44 funcionários entre eles diplomatas de carreira, como seu pai, Arnaldo Vieira de Mello.  “Não vejo
    nenhum sentido eu fazer carreira numa instituição que cassou meu pai”, diria ele aos amigos.

    Da lista dos 13 diplomatas demitidos, em abril de 69, fazia também parte o poeta e diplomata Vinicius de Moraes. Ainda pouco antes de morrer, Vinicius tentou recuperar sua condição de diplomata, mas isso lhe foi negado pelo Itamaraty.

    Alguns dos colegas cassados de Arnaldo e Vinicius, abandonados por amigos temerosos da repressão militar, acusados de homossexualismo, alcoolismo ou subversão,  passaram a ter vida difícil e próxima da miséria. O pai de Sérgio Vieira de Mello, morreu desgostoso, seis anos depois da cassação, que o tinha
    privado de uma próxima nomeação como embaixador.

    No ato da concessão da anistia póstuma a Arnaldo Vieira de Mello, conta o relatório da Associação Brasileira da Imprensa, que o Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Virginius José Lianza da Franca, fez ampla e minuciosa descrição daquela época de caça às bruxas e das violências então praticadas pelo Itamaraty sob a batuta e com o aval do Ministro Magalhães Pinto, que assinava à margem dos processos despachos determinando o prosseguimento da perseguição.

    Lembrou Virginius que Sérgio Vieira de Mello deixou de concorrer ao Instituto Rio Branco, onde se tornaria funcionário do Itamaraty, em protesto contra o tratamento que o governo brasileiro dera a seu pai, cortando sua carreira sem processo regular nem direito de defesa. "A ditadura é uma realidade", disse então Sérgio Vieira de Mello.

    Conta também uma reportagem publicada em O Globo, sob o título
    Repressão no Itamaraty – os tempos do AI-5, como agiu a ditadura
    militar para obter os nomes dos que seriam cassados:

    “Para compor a lista, a comissão recrutou informantes civis e
    militares. Sua primeira medida foi despachar circular telegráfica aos chefes de missão no exterior, intimados a entregar os nomes de servidores “implicados em fatos ou ocorrências que tenham comprometido sua conduta funcional”. Arapongas das Forças Armadas cederam fichas individuais de mais de 80 diplomatas.
    ??Também assinam o relatório os embaixadores Carlos Sette Gomes Pereira e Manoel Emílio Pereira Guilhon, que auxiliaram Câmara Canto na missão sigilosa.?? O chefe da comissão encerrou o texto com um autoelogio patriótico: “Tudo fizemos para atingir os objetivos colimados e preservar o bom nome do Brasil e do seu
    serviço exterior”.

    Não se pode deixar de pensar, nestes dias de debates sobre a Comissão da Verdade, onde estão e o que aconteceu com esses delatores que arruinaram a vida de tantos colegas.

    Muitos ignoram que Sérgio Vieira de Mello, combativo e dinâmico funcionário da ONU, participou, em Paris, da revolta estudantil de maio de 1968, tendo sido preso pela polícia parisiense, quando se manifestava na Sorbonne. Uma comovente biografia de Sérgio é o livro O Homem que Queria Salvar o Mundo, de Samantha Power.

    Também sobre minha mesa, o livro de Jason Tércio, Segredo de Estado, no qual se reconstitui o desaparecimento, durante a ditadura militar, do deputado Rubens Paiva. Nas primeiras páginas, o relato do telex com informações fornecidas pela embaixada brasileira de Santiago do Chile ao DoiCodi, denunciando duas passageiras do vôo Varig com mensagens de exilados que levariam
    ao deputado. Era uma época em que o Itamaraty trabalhava com a ditadura.

    À saída do Palácio das Nações, ao cumprimentar dona Gilda e lhe contar minha admiração por seu filho, lhe perguntei se já havia recorrido à Comissão de Anistia com relação à cassação de seu marido. Se essa intervenção foi de alguma valia, sinto-me feliz. No meu texto para o jornal, depois de descrever a homenagem lembrei a injustiça ao pai de Sérgio Vieira de Mello cometida pelo Itamaraty. Não sei se foi publicada.

    Nem sempre, mas geralmente as demissões arbitrárias, expurgos e perseguições de toda sorte são revistos e as nódoas ficam nos que as motivaram, agiram ou as aplicaram como ditadores, policiais ou pau-mandados.

Vergonha e expurgo no Conselho de Emigrantes

16/5/2011 21:29, Por Rui Martins - de Genebra

 

Em lugar do Conselho de Representantes dos emigrantes tentar corrigir as falhas e deficiências apontadas na revista Época, decidiu procurar um bode expiatório. É lamentável, porque essa decisão demonstra que,  além de ineficiente,  esse CRBE é constituído de pessoas incapazes de diálogo, e lembra uma época já passada, a da ditadura militar, onde os subversivos que discordavam eram cassados, sem direito de defesa.

 

Expurgo

Gazetanews, de Boston, confirma expurgo no CRBE.

Fui surpreendido neste sábado por um telefonema dos EUA me avisando terem fundamento minhas suspeitas sobre um possível expurgo no CRBE. O jornal Gazetanews publicava uma reportagem sobre o encontro de emigrantes em Brasília, onde o pastor Silair de Almeida confirmava ter sido desligado um suplente do CRBE.

Ou seja, em lugar do Conselho de Representantes dos emigrantes tentar corrigir as falhas e deficiências apontadas na revista Época, decidiu procurar um bode expiatório. É lamentável, porque essa decisão demonstra que,  além de ineficiente,  esse CRBE é constituído de pessoas incapazes de diálogo, e lembra uma época já passada, a da ditadura militar, onde os subversivos que discordavam eram cassados, sem direito de defesa.

Talvez esta seja minha última coluna tratando da questão emigrante. Não me sinto, realmente, diante dessa covardia cometida com a complacência do Itamaraty, em condições de continuar nessa luta, na qual sou extremamente minoritário, incapaz de impedir a transformação do CRBE numa feira de vaidades e de vampirização do mercado emigrante.

Vou me limitar a reproduzir alguns comentários recebidos, mostrando haver muitos emigrantes conscientes do desvio da tentativa de se criar uma verdadeira política de emigração.

Nelson Serathiuk, de Lausanne, na Suíça, publicou no Facebook, o seguinte texto:

Os “representantes do CRBE” não foram eleitos democraticamente como pretendem o Itamaraty e os próprios eleitos. Vê-se que trabalham com garra e “defendem os interesses das comunidades brasileiras emigrantes”  tomando decisões como a de expurgar um membro eleito suplente !!! Este membro foi ouvido pelo CRBE e pelas entidades de tutela ? Parece que não !

Para mim é mais um motivo para anular eleições fraudulentas (sem colégio eleitoral recenseado) onde grupos de interesses, comerciais, profissionais, religiosos, politicos, proselitistas, acaparam a direção do CRBE. Isto tudo com a conivência das “autoridades tutelares” que “organizaram” eleições fraudulentas.

As comunidades brasileiras de emigrantes não foram sequer informadas sobre as eleições do CRBE e não tinham conhecimento do Decreto e da Portaria. Nada foi filtrado pelos Consulados e Embaixadas do Brasil junto às pessoas inscritas nestes orgãos. Nem sequer um cartaz ou flyer foi distribuido por estes orgãos conhecedores dos brasileiros residentes no estrangeiro, organizados em associações brasileiras e lusófonas, corais, clubes de capoeira, clubes de dança, grupos musicais, creches, pequenos comércios onde se compram produtos brasileiros, sem falar nas estruturas próprias dos países de residencia que trabalham em favor dos emigrantes….nunca souberam da existência desse processo de representatividade.

A participação nas eleições do CRBE é mais do que ridicula !! Se as “autoridades tutelares” e os “representantes eleitos” não anularem estas eleições e prepararem uma verdadeira eleição democrática e participativa com recenseamento (matricula consular) de constituição do Corpo Eleitoral, o acaparamento do CRBE por certos grupos será considerado a primeira e mais importante MARACUTAIA de uns poucos que deverão responder de seus atos.

Seguem-se outros comentários -

Claudia Santana Tamsky – Presidente Núcleo do PT,  Boston.USA escreveu:
Venho acompanhando bem de perto tudo que vem acontecendo com este CRBE. Em alguns momentos, sendo inclusive entrevistada sobre esses escândalos e a pouca funcionalidade deste conselho. No entanto, o que me chama a atenção, mais especificamente ,é a forma vertical  e autoritária com que os diplomatas tomam suas decisões. E é claro, adicionado a subserviência dos conselheiros que se submetem aos mandos da Sub Secretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior. Agora, cabe a nós, brasileiros no exterior, reivindicarmos uma autonomia que nos dê a liberdade de administrarmos as mazelas que afligem nossa comunidade imigrante. E para isso, uma secretaria de Estado viria a ser a resposta para esses problemas de autruísmo no qual se encontra o CRBE.

J. Magalhães escreveu:

Caro Rui, apesar de nao ser um emigrante, tenho acompanhado pelas páginas do DR sua luta em prol de um conselho independente e que represente verdadeiramente a comunidade brasileira no exterior. Confesso que me emociono com seu espírito de luta, sua garra e determinação em busca do seu sonho. Espero que o Itamaraty um dia reconheça a importância da sua luta e desça do pedestal para ouvir a voz de quem conhece verdadeiramente as angustias do emigrante brasileiro. O problema, Rui, é que diplomatas são passageiros, não esquentam lugar. Estão ali para cumprir suas funções consulares e não estão nem aí para os problemas da comunidade brasileira. Estão apenas cumprindo tempo. O que esperar deles?

E, por último, um comentário de José Commessu, do blog Pequenas Cousas, sobre o Plano de Ação do CRBE -

“Grande parte do que foi discutido lá, não tem nenhum interesse para um simples dekassegui que trabalha no Japão. Dá a impressão de que esses conselheiros serão substitutos de diplomatas, que fingem que trabalham de graça apenas por prestígio no lugar de quem deveria trabalhar ” (Publicado originalmente no Direto da Redação)

Rui Martins, conselheiro-suplente pela Europa, do CRBE, representante dos movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado do Emigrante

Rui Martins é jornalista, escritor, correspondente em Genebra.




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  • A revista Época e os emigrantes



    Lembro-me de uma tentativa que fiz, na II Conferência dos emigrantes, no
    Itamaraty, para se criar uma Federação da Mídia Emigrante. Contatei o presidente
    da Fenaj, a federação da mídia brasileira, para nos enviar alguém num encontro
    paralelo ao promovido pelo Itamaraty, a fim de nos orientar e dar idéias. Não
    apareceu ninguém, tentamos salvar com um encontro de improviso mas a idéia foi
    pro brejo. Parece que, naquele momento, também não havia interesse, se agora
    houver é só me comunicar para tentarmos outro encontro em outubro.


    Falo na mídia emigrante porque é a única que escreve sobre os emigrantes. Nos EUA, ela é importante, acho que no Japão também, pois existem mesmo rádios e programas de tevê. Porém, em todos os debates que leio no Observatório da Imprensa, uma boa mostra da mídia brasileira, nunca vejo nada sobre a mídia brasileira do Exterior. Isso porque a grande imprensa brasileira não se interessa pelos emigrantes, exceto se houver um crime, um emigrante brasileiro condenado à morte ou um projeto de lançamento comercial no mercado emigrante.


    A revista Época é uma exceção ou, quem sabe, sinal de que os emigrantes
    começam a interessar. Entretanto, a razão para esse interesse não parece ter
    sido das melhores, pelo jeito, foi para demolir ou detonar o CRBE, a sigla do
    conselho de representantes de emigrantes. Nesta altura, imagino ter sido lida a
    reportagem pelos assessores da presidente Dilma e, provavelmente, a cotação do
    CRBE estará ainda em baixa quando seus membros se reunirem, do 2 ao 6 de maio,
    em Brasília.


    Foi simples casualidade a publicação dessa reportagem pela Época ou havia um
    interesse político em se questionar a criação do CRBE, cujos membros foram
    eleitos a toque de caixa a tempo de serem empossados por Lula, nos útimos dias
    de mandato ? Difícil se saber, mas a assinatura do decreto sem passar pelo
    Congresso, provocou e ainda provoca protestos de uma ferrenho adversário do
    CRBE, o emigrante Samuel Saraiva, residente nos EUA, antigo suplente de deputado
    federal do partido brizolista.


    De minha parte, sempre achei que o CRBE só devia ser uma curta etapa, antes
    de se criar um órgão institucional emigrante, independente do Itamaraty, tanto
    que, na III Conferência, distribuímos o texto publicado aqui no Direto da
    Redação, pedindo autonomia para os emigrantes, com a criação de uma Secretaria
    de Estado dos Emigrantes, independente do Itamaraty.


    Isso porque o decreto de criação definiu o CRBE como um simples órgão de
    assessoria ou de consulta sob a tutela do Itamaraty. Nada temos contra o
    Itamaraty, mas a população emigrante, 3,5 milhões de pessoas enviando 7 bilhões
    de dólares ao Brasil, merece autonomia.


    Essa idéia de autonomia não é de hoje. Já na I Conferência de emigrantes, que
    o Itamaraty chama pomposamente de Brasileiros no Mundo, tínhamos colhido um
    abaixo-assinado majoritário em favor de uma Comissão de Transição. Essa Comissão
    mista deveria assegurar a passagem para um órgão institucional emigrante, mesmo
    porque uma comissão do Congresso sobre Imigração, tinha também tratado de
    emigração e sugerido a criação de uma Secretaria Especial dos Emigrantes.


    Entretanto, o abaixo-assinado foi ignorado e, ainda pior, depois de ter sido
    mal resumido na Ata do encontro, acabou sendo subtraído da chamada Ata
    Consolidada que circulou na III Conferência. Sob protestos acabou sendo incluído
    na atual Ata submetida à Consulta Pública, mas não como uma reincorporação de
    conquista anterior e sim como proposta não aprovada.


    O Itamaraty deve ter suas razões para evitar, de maneira tão discricionária,
    a discussão e criação dessa Comissão de Transição para uma Secretaria de Estado
    dos Emigrantes, independente e ligada diretamente ao governo como as Secretarias
    da Mulher e da Igualdade Racial. Mesmo porque o espaço já foi ocupado por uma
    Subsecretaria Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, que consideramos
    inadequada pois é constituída e dirigida por diplomatas e não por
    emigrantes.


    Criou-se, então, o atual CRBE, cuja falta de capacidade de decisão própria,
    agravada por um processo eleitoral mal estruturado, levou a um órgão estéril,
    destinado à política do faz-de-conta. O Conselho de emigrantes deve fazer parte
    de um todo, incluindo Secretaria de Estado dos Emigrantes e parlamentares
    emigrantes. Isolado e sem independência, é um mero apêndice do Itamaraty.


    Por isso, a reportagem da revista Época pode chocar, mas, na verdade,
    destituídos de qualquer possibilidade de decisões só resta mesmo aos membros do
    CRBE discutir cartões de visita, se viajam em classe econômica ou executiva e se
    os suplentes se equivalem ou não aos titulares.


    Ainda bem que o jornalista se satisfez com esse quadro desanimador, porque,
    no caso de cavar mais fundo, teria levantado a subtração da proposta da Comissão
    de Transição, um caso claro de incompatilidade funcional pois um dos membros do
    CRBE trabalha para um Consulado, casos de fraudes eleitorais e de votos de
    cabresto em diversas regiões, favoritismo e protecionismo em favor de candidato
    e uma campanha orquestrada para impugnar a candidatura e eleição de um
    candidato.


    Diante de tudo isso, e como existe a possibilidade de uma Consulta Pública,
    estamos pedindo aos emigrantes revoltados contra essa situação que participem
    dessa Consulta, enviando por email ao Itamaraty, como assunto Consulta Pública,
    no endereço


    brasileirosnomundo@itamaraty.gov.br
    com cópia para

    martinsrp@hotmail.com


    a seguinte mensagem -


    Sou a favor da criação de uma Comissão de Transição, composta de
    emigrantes e membros de outros ministérios, para se criar uma Secretaria de
    Estado dos Emigrantes, separada do Itamaraty, dirigida por emigrantes e não por
    diplomatas.

    Essa proposta tinha sido feita por abaixo-assinado
    majoritário na I Conferência Brasileiros no Mundo e embora constasse da Ata foi
    inexplicavelmente esquecida. Trata-se de uma reincoporação de proposta já
    constante da Primeira Ata.

    É preciso se dar autonomia e independência aos
    emigrantes na gestão de seus problemas. O atual CRBE deve ser reformulado. Um
    Conselho de Emigrantes só será eficaz se ligado à Secretaria de Estado dos
    Emigantes e funcionando em ligação com parlamentares emigrantes.

    Nome -

    RG ou outro documento.


    Quem sabe, se forem muitos os emails, conseguiremos dar um passo à frente e
    garantir a independência e autodeterminação para os emigrantes. Se você é
    emigrante, participe, isso depende também de você.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caros,

a luta pelos emigrantes continua, mas queria chamar a atenção para um artigo publicado no site www.diretodaredacao.com

 

  • A nossa suja história

    Foi minha filha Julie quem me deu o tema para esta coluna, logo depois do almôço, quando falávamos das mentiras da Tepco no Japão, das tantas mortes na Líbia e do futuro de Kadhafi. Ela ainda está traumatizada por ter ouvido de um primo, numa reunião familiar na última viagem ao Brasil, que a ditadura militar tinha sido uma boa coisa para o País.

    Terminando o curso colegial, tem estudado a História recente e me surpreendeu, pois, enquanto tomávamos o café preto sem açúcar, fez um simples mas profundo comentário:

    Veja só papai: na França, existem ruas, placas comemorativas com o nome de Jean Moulin, herói da resistência à ocupação nazista. Quando estive em Barcelona, vi que o povo espanhol não esquece dos que lutaram contra o ditador Franco. Mas, no Brasil, ninguém fala nos anos da ditadura, minhas primas nem sabem disso, é como se nunca tivesse acontecido. Mas foram vinte anos !

    Coincidentemente, tinha lido ontem, uma entrevista da jovem e brilhante jornalista Ana Helena Tavares com um dos nossos heróis da resistência à ditadura militar, Carlos Eugênio Paz, na qual ele fala nessa falha histórica, pela qual nossos cinco ditadores são chamados de presidentes e seus nomes são imortalizados em obras públicas.

    É verdade, o Brasil está empurrando para debaixo do tapete sua suja História, talvez por vergonha mas principalmente porque muitos de seus atores, que participaram do golpe e justificaram a ditadura, estão vivos e têm força suficiente, até no STF, para tentar apagar da memória da jovem geração nossas páginas vergonhosas.

    E minha filha citou como exemplo a experiência suíça. Durante anos, os manuais escolares, os jornais, os políticos suíços esconderam o papel da Suíça durante a Segunda Guerra, disfarçado sob o manto de uma pretensa neutralidade. Porém, pressionado pelo peso da verdade, o governo foi obrigado a criar uma Comissão histórica independente, composta também de historiadores estrangeiros, presidida pelo suíço Jean François Bergier, para se revelar os anos ocultos.

    E muita coisa dolorosa se soube, desde os judeus entregues aos nazistas nas fronteiras, ficando seus bens retidos nos bancos suíços, à lavagem do ouro roubado dos bancos centrais dos países ocupados pelos nazistas. Com esse ouro lavado e trocado em dinheiro, os nazistas podiam importar tungstênio e matérias primas da Espanha e Portugal para fabricar suas armas de guerra. E, enfim, foi o próprio presidente suíço quem fez solenemente sua mea culpa.

    Argentinos e espanhóis desenterram suas vergonhas e estremecem diante das revelações de adoções por famílias de militares dos filhos das jovens opositoras mortas sob a tortura. O exercício da memória é a única maneira de se restabelecer a honra de um país. O Chile teve também seu momento de penitência, ao se revelarem oficialmente os crimes de Pinochet, velho decadente fingindo-se de gagá, com seu passado de traição e assassinatos.

    É verdade minha filha, o Brasil nunca poderá ser um país de respeito enquanto não lavar a sujeira dos seus vinte anos de ditadura, enquanto não soubermos os nomes dos torturadores e assassinos, alguns dos quais sobreviveram ao retorno da democracia como políticos e parlamentares.

    Enquanto os livros escolares não falarem de resistentes como Marighella, Lamarca e de tantos outros que tornaram possível a democracia de hoje. Será também preciso se retirar dos ditadores, desde Castelo Branco a Figueiredo, passando por Médici, Costa e Silva e Geisel, a citação e referência de terem sido nossos presidentes.

    É preciso se contar a verdade para as novas gerações estudiosas, que terão vergonha se o Brasil for o único país do mundo a acobertar a vergonha dos seus anos sujos de ditadura, de falta de liberdade, de torturas e assassinatos. E nesse quadro, é muito normal surgirem declarações abjetas como essas do deputado Bolsonaro, apoiadas pelo pessoal dos anos sujos. Declarações que nunca serão punidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para a Presidenta Dilma, urgente

Há uma urgência para ser atendida e quem sabe ainda há tempo, na composição do seu governo, para prever a solução. Mesmo porque envolve questões de direitos humanos. Mãe e avó que é, acho que comprenderá meu apelo.

Eu já soubera de situações desesperantes,  como a que vou contar, nos jornais europeus,  mas relacionadas com mexicanos. Imigrantes mexicanos, para ser preciso. Alguns com mais de dez anos de clandestinidade como imigrantes nos EUA. Apanhados na rua, no Arizona, são enviados à prisão, não podem mais retornar aos lugares onde moram, retirar o dinheiro que juntaram no banco com seu trabalho, contar à família onde se encontram.

Muito pior que isso, não têm mais contato com seus filhos e se os filhos nasceram nos EUA, uma tragédia se prepara – serão expulsos seus filhos com nacionalidade estadunidense ou americanos, como dizem, não serão expulsos e separados dos pais serão entregues a instituições ou em adoção.

Aqui na Europa, onde vivo, a caça aos imigrantes clandestinos tem aspectos absurdos, que lembram métodos aplicados nos anos 30 contra os judeus. Apanhados pelos policiais, na Holanda, na Espanha, Itália ou outros países, deixam tudo quando juntaram nos anos de clandestinidade e são expulsos com a roupa do corpo, depois de um período de prisão e maus tratos.

Porém, a perda dos filhos não ocorre para os imigrantes clandestinos na Europa, mesmo porque são países nos quais não se adquire a nacionalidade com o nascimento. Mal saem à luz,  já são estrangeiros imigrantes clandestinos e serão expulsos com os pais, no caso de serem apanhados num controle na rua, no trem, no ônibus ou no trabalho.

Me lembro da época em que no Brasil, um fugitivo como Biggs,  ou um imigrante,  tinha assegurada sua permanência e sua carteira 19 se tivesse um filho brasileiro. Isso só não valeu para Olga Prestes e, por isso, até hoje ninguém esquece essa nódoa vergonhosa.

Nos EUA, um imigrante brasileiro clandestino mesmo com filhos ali nascidos não tem assegurada sua permanência. E, no caso de expulsão, seus filhos não podem ser expulsos por serem americanos. É o caso angustiante relatado por Eliakim Araújo, aqui no Direto da Redação, de uma brasileira sujeita a expulsão com um bebê de dois meses. Ester Sanchez-Naek, do Conselho de emigrantes recém-criado, num relato desesperado ao presidente desse Conselho, com cópia para embaixadas e consulados brasileiros nos EUA, fala de uma mãe já presa e destinada à expulsão com filhinha de quatro anos, cuidada no momento por amigos mas chorando pela mãe.

Essas situações são dramáticas e constituem um solene desrespeito aos mais elementares direitos humanos. Só não chocam a população brasileira porque infelizmente a grande imprensa não se interessa pelos emigrantes brasileiros e nada se publica no Brasil sobre esses dramas.

Senhora Presidenta, os consulados e embaixadas não foram feitos para atender tais casos e nem têm estrutura para isso. É preciso haver um órgão institucional emigrante  - tipo Secretaria de Estado dos Emigrantes ou um super Ministério das Migrações englobando migração, imigração e emigração – para cuidar diretamente desses casos. Seja na obtenção de acordos bilaterais com os países onde existem emigrantes brasileiros clandestinos para evitar prisões e dramáticas separações de famílias, seja no atendimento pontual desses emigrantes desamparados.

O governo Lula criou um conselho de emigrantes, empossado na semana passada na III Conferência Brasileiros no Mundo, mas esse conselho só terá eficácia se estiver atrelado a uma Secretaria ou Ministério dos Emigrantes. A urgência agora é se criar esse órgão institucional interativo com o MRE e com outros ministérios em todas as questões relacionadas com a emigração. De preferência o secretário ou ministro deverá ser também emigrante. O complemento ideal a essa nova política da emigração será a criação de cadeiras no Congresso, em Brasília, para representantes emigrantes, eleitos pelos emigrantes.

Só me resta esperar que este apelo chegue à Presidenta Dilma, que você leitor também ajude nesse sentido e que a imprensa brasileira descubra, enfim, os brasileiros do exterior ou simplesmente os problemas dramáticos dos nossos emigrantes.

 

 

 

 

 

 

 

Rasgue esse decreto, Presidente Lula
11/9/2010 18:46, Por Rui Martins

O Conselho de Representantes de Emigrantes é um mero órgão figurativo, sem qualquer poder de decisão e que só pode apresentar sugestões ao Itamaraty.

Imitando ministro de Collor, que não pagava empregada doméstica, o Itamaraty quer instituir trabalho gratuito para emigrantes em troca de cama e comida.

Nos anos Collor, Itamar ou FHC, houve um ministro do Itamaraty, condenado pela Justiça de Genebra, por explorar o trabalho benévolo de sua empregada doméstica – ela trabalhava de graça ou só na base da cama e comida.

Pelo jeito, a idéia fez escola no MRE. Não é que o Itamaraty quer ter 16 emigrantes assessores e consultores trabalhando de graça, na base da cama e comida, como a empregada doméstica do antigo ministro também emigrante ?

Os 16 conselheiros emigrantes farão trabalho benévolo para os diplomatas do Itamaraty, segundo um decreto já assinado pelo nosso presidente Lula, provavelmente na confusão e pressa das eleições, mas que ele precisa rasgar antes de ir embora. Logo Lula, que elevou o nível das empregadas domésticas não vai baixar o valor do trabalho emigrante.

O argumento de que a aprovação do trabalho benévolo para essa função foi proposta pelos próprios emigrantes não tem justificativa, pois a lei protege quem está numa pior e aceita trabalhar por cama e comida. Issoa tem até um nome – trabalho escravo. No caso do Conselho dos Emgrantes, tem muita gente aceitando trabalhar de graça por vaidade, para ficar perto do governo, para tentar fazer carreira política, mas igualmente por trabalhar com o mercado emigrante e poder assim impor melhor seu produto ou seu credo, se for conselheiro.

Mas emigrante que trabalha duro, no batente, com horário e férias contadas, vai ficar de fora, já que não pode se permitir essa benevolência. Ou é conselheiro a tempo integral com rendimento para poder continuar vivendo ou não tem condições. Esse falso trabalho benévolo, vai ficar para donos de empreendimentos junto a emigrantes, doleiros, advogados de emigrantes, despachantes, representanes de partidos políticos ou dirigentes de ordens religiosas ou denominacionais, cuja função já é a de trabalhar com emigrantes e com salário para isso.

O nosso governo Lula está sendo induzido a uma equivocada nova política da emigração que dará falsa representatividade emigrante num Conselho sem autonomia e sem independência. É preciso alertar o presidente quanto ao absurdo – qualquer um dos 16 conselheiros emigrantes poderá processar o Itamaraty na Justiça do Trabalho, por trabalho não pago, como a empregada doméstica que processou o antigo ministro do MRE.

A norma jurídica nacional e internacional é clara, tanto na lei como na jurisprudência – ninguém pode postular contra si próprio. Se houve emigrantes votando por trabalho gratuito junto ao Itamaraty, isso é ilegal, não conforme às leis e não pode ser promulgado.

E já imaginaram o precedente ? Vereadores, deputados, senadores, ministros aceitando trabalhar de graça, mas na verdade representando grupos, interesses, confissões ? Acorda Itamaraty, essa terceirização gratuita do trabalho de consultoria e assessoria sobre emigração para entidades e órgãos que vivem da emigração é ilegal e abusivo.

E, por favor, algum leitor aí, que apoia ou não apoia o nosso presidente pode alertá-lo ou sua sucessora para rasgar o decreto e passar um sabão em quem comeu mosca, achando que trabalhador emigrante é mesmo para ser explorado como costumam ser os nossos emigrantes no Exterior?

Perdoem-me os leitores se, às vésperas de eleições, sou obrigado a levantar mais uma vez a questão emigrante, diante do risco iminente dessa formalização de uma equivocada política de emigração. Como a grande mídia não se interessa pelos emigrantes, só assim se pode provocar o debate na mídia alternativa e levá-lo às autoridades e congressistas.

E logo por quem poderá ser praticado o equívoco? Pelo presidente Lula, cuja política geral temos apoiado. Imaginamos que, em matéria de emigração, tenha sido mal assessorado, porém ainda é tempo de corrigir ou esperar que Dilma corrija. Afinal ninguém é perfeito, errar é humano, embora possa ser grave nele persistir.

Terminou o prazo para uma Consulta Pública, sobre a regulamentação do Conselho Representantes de Emigrantes. E, em cima da hora, aproveitei para chamar atenção do MRE e da direção da Subsecretaria para as Comunidades Brasileiras no Exterior para pelo menos uma incorreção e duas absurdas anomalias, antes que seja tarde demais.

Quem quiser pode ler o texto enviado ao embaixador Eduardo Gradilone com cópia para os demais membros da Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior (os emigrantes chamados pomposamente de Brasileiros no Mundo) para que sejam enviadas cópias aos demais dirigentes e diplomatas do Itamaraty, da Funag, assim como ao ministro Celso Amorim.

Exmo. Sr. Eduardo Gradilone, responsável pela Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior.

Ref. Consulta Pública do Regimento Interno do Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior

Em atenção à Consulta Pública do referido Conselho, antes de propostas de emendas e sugestões, gostaria de frizar que o prólogo sobre o Conselho, constante do Portal Consular, é incorreto.

A demanda de um Conselho de Representantes não ocorreu na II Conferência Brasileiros no Mundo (ou mais objetivamente Conferência de Emigrantes) mas já na I Conferência, em decorrência de um abaixo-assinado majoritário, assinado por cerca de 130 emigrantes, no qual se pedia uma Comissão de Transição e não apenas, como propunha sua Subsecretaria, uma ata das reivindicações apresentadas pelos representantes de emigrantes ali presentes. (Tanto o texto como as assinaturas lhe foram entregues na época e são comprovatórios)

Ora, a presidência da mesa, na reunião final daquele memorável encontro, com base em alguns protestos de não signatários, decidiu ignorar o abaixo-assinado e igualmente seus assinantes, decisão cuja legalidade se poderá arguir, se necessária. A Comissão de Transição não postulava uma simples função de assessoria ou monitoramento para seus integrantes, mas visava algo mais concreto, coerente e mesmo mais digno para os emigrantes – a participação ativa na criação de um órgão institucional emigrante, integrado por emigrantes, com autonomia própria e, assim que criado, se tornasse independente do MRE, para funcionar como uma Secretaria de Estado da Emigração.

O Conselho de Representantes de Emigrantes seria apenas uma terceira parte e não a única de uma nova política de emigração. A primeira e mais importante seria o órgão institucional (ou Secretaria de Estado), a segunda seria uma função legislativa com a aprovação de uma PEC criando parlamentares emigrantes. Ora, embora o MRE promovesse esta segunda parte nas duas conferências, sabia ser de concretização difícil por depender de votações no Congresso Nacional. Entretanto, não se soube de nenhuma iniciativa partida ou do do ministro Celso Amorim ou de membros do MRE ou do próprio MRE de natureza a incentivar parlamentares do governo a impulsionarem uma PEC ou a do senador Cristovam Buarque.

Como temos afirmado em outros documentos e pela imprensa, a simples criação de um Conselho de Representantes não passa de uma medida inócua, pois os emigrantes integrantes desse Conselho, após vitória em pleito direto, não terão qualquer possiblidade de constituir sequer um parágrafo num regulamento, numa norma, num postulado ou numa lei ligada à emigração. Suas decisões finais serão consideradas apenas como recomendações pela Secretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior, ou seja, os emigrantes do Conselho de Representantes terão tratamento de cidadãos de segunda classe, gesticulando num sub-órgão do Itamaraty.

E se irá consagrar um absurdo (se jurídico, poderemos saber a posteriori junto ao TSE ou STF ou outro órgão decisório) o de se entregar a diplomatas do MRE (encarregados de um lado dos tabelionatos brasileiros extrafronteiras e, do outro, da representatividade do País), a gerência ou administração dos interesses dos emigrantes. Cada qual, diplomata ou emigrante se integra numa categoria diferente, porém o fato dos diplomatas administrarem certas questões no Exterior (não todas, pois outras tantas são também representadas por ministros ou representantes de outros ministérios) não os habilita a se considerarem os responsáveis diretos pelos emigrantes.

Não se precisaria nos referirmos ao fato de os emigrantes não serem funcionários públicos, nem terem feito cursos na Barão do Rio Branco, nem terem salários fixos pagos pelo Brasil para mostrar a natureza diversa dos emigrantes, grande parte não qualificados, sujeitos a salários diversos na maioria mínimos, desprotegidos em grande parte nos países onde buscam trabalho.

Qual o denominador comum entre diplomatas e emigrantes ?

Talvez o único seja o de irem trabalhar no Exterior, mas em condicões de emprego, de vida, de habitação, de salários bem diversos.

Feita esta introdução, quero destacar duas premissas importantes no referido regimento. Aparentemente democrático, ele consagra duas anomalias, que me pergunto se não são inconstitucionais – a não representatividade ou falsa representatividades dos emigrantes enquanto, ao mesmo tempo, consagra a elite emigrante.

A primeira salta aos olhos, quando se propõe como mínimo para representatividade eleitoral 1 voto para cada dez mil eleitores brasileiros no Exterior. Ora, supondo-se que esse número tenha subido para 300 mil, será elegível quem obtiver pelo menos 30 votos. Ora, quando se sabe haver mais de 3 milhões de emigrantes no Exterior é admissível que uma pessoa com 30 votos possa se considerar representante desses emigrantes ? Em lugar de 1 por mil, que exigiria 300 votos mínimos, optou-se pelo valor menor por se temer que nenhum candidato atinja o mínimo ? Ora, que valor pode ter um Conselho eleito nem por uma centena de emigrantes ?

A segunda anomalia é a relacionada com a elitização dos emigrantes e está no fato dos conselheiros não serem remunerados. Ora, há duas leituras para esse filtro criado junto aos emigrantes – a de se marginalizar os emigrantes com trabalhos fixos, férias fixas e muitas horas de trabalho, que não poderão, mesmo com desejos de militância, se dar ao luxo de querer ser representantes.

Nosso movimento, Estado do Emigrante tem um exemplo bem concreto – nossa representante eleita pelo Japão, emigrante numa usina metalúrgica, deixou de comparecer ao encontro de julho do Conselho Provisório, por não ter obtido férias junto à direção de sua fábrica. E tem mais – em duas reuniões realizadas no Japão, da qual participaram os embaixadores Oto Maia e Eduardo Gradilone, precisou pagar de seu bolso, com dinheiro destinado à família, viagens que lhe custaram cerca de 400 dólares, sem ressarcimento, mesmo tendo havido pedido de nossa parte. Sem se falar em problemas familiares vividos por alguns companheiros do Conselho, em consequência de viagens e tarefas em detrimento de trabalhos pela manutenção da família.

Resultado – nossa representante pelo Japão, além da decepção pelos resultados pífios obtidos na II Conferência, não aceita mais participar de uma eleição para ser representante porque seria tempo roubado de sua família e de sua vida, com despesas a prever, pois o fato de ser representante implica em financiar uma atividade do MRE. Em outras palavras, é um função de luxo, um pequeno clube, ao qual direta ou indiretamente se paga para pertencer. Seus sócios, disponíveis para dar seu tempo e sua criatividade benevolamente, serão assim ou uma elite emigrante ou emigrantes explorados.

E é essa a segunda anomalia – a Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior cria um sub-órgão, como deixou claro o embaixador Eduardo Gradilone, na resposta à minha pergunta pela TV Brasil, que tem de ser autofinanciável. Ou seja, o MRE passa a ter 16 consultores e assessores em matéria emigratória, com uma vasta agenda e obrigações a preencher, que trabalham de graça, bastando pagar-lhes uma ou duas passagens de ida e volta ao Brasil com alguns dias de hotel por ano. É um verdadeiro negócio da China – o MRE achou uma maneira de fazer política emigratória na base da vaidade pessoal de uns e no interesse de associações ou grupos religiosos para os quais trabalhar de graça para o MRE não é problema, vale o prestígio e as portas e janelas que isso pode abrir.

E não estará aqui latente um escândalo ? Se no final da I Conferência denunciamos uma trama religiosa, capaz de comprometer a laicidade da política de emigração ali iniciante, não se estará agora permitindo que despachantes, advogados, empreendedores juntos aos emigrantes, doleiros, dirigentes de seitas denominacionais se elejam sem problema de salário ou de ter tempo dedicado, em detrimento de operários e emigrantes desejosos de uma dedicação plena ? Na verdade, o que a Subsecretaria pretende é criar uma assessoria terceirizada, financiada seja por denominações religiosas, por pessoas que vivem da emigração ou por partidos. E isso deve ser denunciado se não for corrigido.

Um Conselho de Emigrantes, mesmo de assessoria ou para inglês ver, enquanto não se criar uma verdadeira política de emigração, uma Secretaria de Estado da Emigração, não pode ser na base do benevolato.

Eu pergunto se algum dos funcionários do Itamaraty ou da Subsecretaria aceitaria ou se sujeitaria a viajar e trabalhar em conferências em Genebra, recebendo só diárias pelos dias da conferência, sem qualquer salário adicional, pelo simples prazer de participar de uma serviço público de relevância, contentando-se em ter sua passagem paga e um hotel com refeição. Tem coisa errada aí e talvez um Tribunal de Justiça do Trabalho poderá, melhor do que eu, responder.

Uma política de emigração se faz perfeita, completa ou não se faz. Com um órgão institucional emigrante, autônomo e independente; com parlamentares emigrantes e com um amplo conselho emigrante. Todo mundo pago por serviço público relevante prestado ao país.

Só abro mão deste postulado se houver deputado, senador, vereador, prefeito, diplomata, trabalhando de graça.

Rui Martins – responsável pelos movimentos de cidadania Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas, ex-membro eleito do Conselho Provisório de Emigrantes junto ao Itamaraty.




DE EMIGRANTES PARA PRESIDENTA

Desculpe-nos tanta antecipação, mas, se esperarmos sua eleição já anunciada e sua posse, é bem provável que nossa reivindicação se perca em meio a outras tantas que receberá.

Somos mais de três milhões de brasileiros vivendo no Exterior, a maior parte nos EUA, e um grande numero no Paraguai, em diversos países europeus e no Japão. Enviamos ao Brasil por volta de 7 bilhões de dólares em termos de poupança, manutenção de familiares e construção de casas para possíveis retornos.

Constituímos, portanto, um verdadeiro Estado brasileiro do Exterior, com a singularidade de termos população mas vivendo em diversos territórios estrangeiros. Um Estado virtual, ligado pela língua e pela cultura ao Brasil.

Não somos um caso único – bem antes de nós, já na época de Vasco da Gama, os portugueses emigravam e, se não nos enganamos, ainda é Paris a segunda maior cidade portuguesa depois de Lisboa.

Essa experiência portuguesa levou a uma sólida política de emigração que inclui uma Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, quatro deputados emigrantes com assento na Câmara de Deputados em Lisboa (não há senadores porque Portugal não tem Senado) e um Conselho de Representantes das Comunidades Portuguesas.

Veja bem, Excelentíssima Senhora futura Presidenta, a política portuguesa de emigração se baseia numa tripé – um Órgão Institucional emigrante, representantes emigrantes no Legislativo e um Conselho no qual estão representadas todas as comunidades pela presença de emigrantes eleitos em todos os países com emigrantes portugueses.

Outros países como a França, o Equador, o México, a Itália, a Espanha têm sistemas diversos de representatividade dos emigrantes mas privilegiam representantes de emigrantes no Parlamento e com poder decisório.

Ora, o Brasil talvez por inexperiência nesse fenômento social novo que é a emigração, iniciada nos anos Collor, deu início a uma política de emigração, no segundo mandato do presidente Lula. Entretanto, em lugar de optar pela criação de uma Comissão de Transição encarregada de criar um órgão institucional emigrante laico, como foi pedido pela maioria dos emigrantes da I Conferência Brasileiros no Mundo, num abaixo-assinado, contentou-se com a criação de um Conselho consultivo formado de representantes de emigrantes e de uma Conferência anual de três dias.

Em lugar do tripé português, vai se querer manter uma política de emigração em cima de dois pés desequilibrados, um Conselho consultivo e uma Conferência (que não decidem nada), ficando a gestão da questão emigrante com os diplomatas do Itamaraty que, para isso, criaram uma Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior.

Ora, entre diplomatas e emigrantes existe uma enorme diferença e apenas uma coincidência – a de irem trabalhar no Exterior. Por isso, reivindicamos para emigrantes a gestão dessa Secretaria, que em lugar do nome pomposo escolhido pelo MRE, se chamaria Secretaria de Estado da Emigração.

Essa Secretaria deverá ficar ligada diretamente à sua presidência e ser interativa com os todos os Ministérios, principalmente os do Trabalho, Relações Exteriores e Educação, que envolvem questões ligadas diretamente aos emigrantes. Não haverá duplicidade de órgãos, porque a nova Secretaria da Emigração funcionará em Brasília, onde tomará as decisões relacionadas com portarias, regulamentos e decretos destinados aos emigrantes.

Ao mesmo tempo, com a ajuda dos parlamentares da próxima legislatura, orientados por seu governo, será necessária a aprovação de uma PEC criando parlamentares emigrantes, representantes eleitos da população brasileira vivendo na América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia/África. Serão eles que, em Brasília, proporão as leis relacionadas com a emigração.

Talvez alguns de seus assessores não acredite na existência de emigrantes capacitados para assumir essa responsabilidade. Ora, a emigração brasileira possui os quadros necessários, formados em universidades de prestígio, muitos professores ou administradores no Exterior. Se não nos enganamos, o atual dirigente do Banco Central é um desses emigrantes, pois adquiriu sua experiência no Exterior. Outros membros do atual governo, também vieram de volta depois de viverem como exilados-emigrantes no Exterior.

Senhora futura presidenta, a projetada criação de um simples Conselho consultivo e a realização de Conferência anuais não são medidas dignas de uma nova política de emigração. Realizar uma eleição de representantes de emigrantes para fazerem figura num Conselho de assessoria ao Itamaraty é uma despesa inútil e constitui uma ofensa por desdenhar a capacidade autodeterminativa dos emigrantes.

Rui Martins, criador dos movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes.




VÍDEO SOBRE O PROJETO DO ESTADO DO EMIGRANTE - TV BRASIL, LOGO NO AR

Veja antes dos outros este vídeo, que estará na inauguração da TVBrasil, sobre o projeto do Estado do Emigrante, explicado por Rui Martins

http://rapidshare.com/files/386843768/Video_22.wmv

(Rapidshare é um provedor de armazenamento de dados. Clique o download, abra e poderá ver e ouvir)

ENTREVISTA NA SUÍÇA SOBRE O ÓRGÃO INSTITUCIONAL - SECRETARIA DE ESTADO DA EMIGRAÇÃO

Clique no link e ouça uma entrevista ao Portal oficial suíço Swissinfo sobre as razões pelas quais os emigrantes precisam ter uma Secretaria de Estado da Emigração e parlamentares emigrantes, abrs. Rui Martins.
http://rapidshare.com/files/382365801/rui-martins-2.mp3

O OBJETIVO TRÍPLICE DO MOVIMENTO ESTADO DO EMIGRANTE

O nosso objetivo é tríplice :

1.obter do governo Lula, ou do próximo governo, a criação de um órgão institucional emigrante, autônomo e independente do MRE, com um quadro formado de emigrantes de todas as regiões. Esse órgão poderá ser uma Secretaria Especial de Estado da Emigração, sugerida pela própria Comissão senatorial sobre imigração, ou fazer parte de um super-Ministério, que englobará a migração, imigração e emigração. Será um órgão decisório e normativo da emigração, em Brasília, subordinado diretamente à Presidência, destinado também a fixar a política brasileira de emigração.

2.conjugar essa Secretaria ou Ministério com a criação de cadeiras no parlamento para parlamentares emigrantes, criando-se quatro novas circunscrições eleitorais, America do Sul, do Norte, Europa e Ásia/África. Esses parlamentares emigrantes levarão a Brasília as reivindicações dos emigrantes. Existe uma proposta PEC 05/05 para a criação de quatro deputados emigrantes e votação dos emigrantes nas legislativas, porém, poderá haver outra PEC mais específica.

3.a exemplo de Portugal, onde existe um Ministério das Comunidades e quatro deputados emigrantes, o movimento Estado do Emigrante propõe também a criação de um amplo Conselho Consultivo de representantes emigrantes, eleitos por voto direto, em todos os países com presença de emigrantes brasileiros. Esse Conselho será, por isso, bem maior que os 16 propostos para o Conselho proposto pela Subsecretaria das Comunidades Brasileiras do Exterior. Imaginamos um Conselho com uma centena de participantes, reunindo-se anualmente no Rio, Brasília ou num país de emigrações, fornecendo aos parlamentares emigrantes as reivindicações a serem transformadas em leis, e à Secretaria ou Ministério as reivindicações a serem transformadas em normas, leis, regulamentos da emigração.

Não haverá duplicação de serviços, pois os Consulados são tabeliões e as embaixadas são órgão de representação do Brasil no Exterior. A Secretaria ou Ministério terá funcionários itinerantes, encarregados de ouvir os reclamos das associações, nos períodos que antecedem os encontros do Conselho Consultivo, e para explicar a política brasileira de emigração.

Quando houver eleições para o Conselho de Representantes de emigrantes, pediremos à comunidade emigrante que vote nos candidatos dos movimentos de cidadania Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas, atualmente com representantes nas quatro regiões. Único movimento internacional emigrante, queremos criar um grupo de representantes eleitos, nos EUA, Canadá, Angola, Japão, América do Sul e Europa, para exigir junto ao governo e ao Itamaraty a independência do movimento emigrante e sua autonomia com a criação do órgão institucional. Preferimos agir coletivamente, enfatizando o nosso movimento e não pessoas. Todos nossos candidatos terão junto a bandeirinha simbólica do Estado do Emigrante, inspirada nos Retirantes de Portinari.
Rui Martins.

PS. os dois movimentos, Estado do Emigrantes e Brasileirinhos Apátridas têm sites, www.estadodoemigrante.org e www.brasileirinhosapatridas.org e estão no Facebook e no Orkut.

______________________________________________________________________________________
Exmo. Sr. Luiz Dulci, ministro de Estado, chefe da Secretaria-Geral
da Presidência da República

Prezados Senhores do MRE (peço ser tb encaminhado ao ministro Celso Amorim),
caros companheiros do ex- CPR e companheiros representantes dos movimentos
Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas.

Em julho de 2008, na I Conferência Brasileiros no Mundo, propusemos e reunimos as assinaturas constantes de um abaixo-assinado, majoritário, pedindo uma Comissão de Transição, composta de emigrantes eleitos representantes de nossa emigração para preparar não só a II Conferência como a criação de uma órgão institucional emigrante.

Dois anos passados e enquanto se preparam eleições para um novo Conselho de Representantes, tiramos algumas conclusões e propomos, ao nível governamental e dos movimentos de cidadania Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas, assim como aos ex-colegas do extingo Conselho provisório, as argumentações e proposta que se seguem.

A experiência de outros países da emigração, com experiência de transplante de massas de cidadãos para outros países, como é o caso mais próximo do nosso, o de Portugal, embo0ra pudéssemos também incluir com variantes a França, Itália, México, Equador, mostra haver necessidade de se dar aos emigrantes um real reconhecimento de sua existência e não um simples tratamento paralelo às funções notariais dos Consulados.

Assim, se nos referimos ainda a Portugal, a emigração tem direito a um órgão institucional consubstanciado num Ministério, denominado em Portugal, como Ministério das Comunidades, que na função normativa é apoiado por quatro parlamentares eleitos pela diáspora, representativos de regiões estrangeiros com presença emigrante, e completando esse quadro, tudo se assenta, numa amplo conselho consultivo emigrante, representativo de todas as regiões estrangeiras com emigrantes portugueses.

Nesses dois anos decorridos apos a convocação e realização da I Conferência Brasileiros no Mundo, nosso movimento Estado do Emigrante, com dois representantes eleitos no Conselho Provisório, constatou que a criação de um conselho de representantes emigrantes sem levar em conta nosso abaixo-assinado, que pedia uma transição, do MRE para um órgão institucional independente, não constitui a grande abertura digna do governo Lula e nem assinala uma nova política da emigração. Não se deve e nem se pode confundir um melhor serviço nos consulados, o portal consular ou informativo eletrônico e as conferências brasileiros no mundo, como mudanças estruturais na política da emigração e sim como modernização dos serviços. Medidas importantes mas que não respondem aos anseios de uma verdadeira política da emigração.

No atual esquema, e mesmo com a próxima eleição do novo Conselho, pouco avançará o movimento emigrante, sujeito às decisões de uma Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior, sujeita à Divisão Consular do MRE e ao seu ministro, cuja excelência no trato da política externa brasileira, não lhe permite infelizmente conceder nem a autonomia e nem a independência necessária à evolução do movimento emigrante para que, num processo de autodeterminação, construa e decida suas estruturas institucionais e determine o futuro da política da emigração.

Não se pode confundir a política da emigração com uma aglutinação de interesses diversos e muitas vezes opostos de associações, grupos, religiosos ou laicos, assim como de empreendimentos de emigrantes voltados à população emigrante. Há necessidade de fixar diretivas, normas e preceitos, segundo os preceitos da nossa República, submeter ao Congresso as leis normativas e permitir que esse segmento da população tenha representação em Brasília. Numa Secretaria Especial ligada diretamente à Presidência da República e com um mínimo representativo nas câmaras do Parlamento.

No momento em que o governo se prepara para institucionalizar o órgão representativo dos emigrantes, queremos chamar a atenção para o fato de que uma nova política da emigração, para coroar os esforços do atual governo, precisa se basear num tripé e não apenas num instável e impotente Conselho, que poderá satisfazer a vaidade de alguns mas incapaz de levar a qualquer avanço em favor dos emigrantes.

O tripé inclui o ministro da Secretaria Especial da Emigração, os parlamentares emigrantes eleitos pelos emigrantes e o Conselho Consultivo com um número maior de membros para ser mais representativo da população emigrante. Em lugar de uma Secretaria Especial, o governo poderia ir mais além e criar um grande Ministério, reunindo a migração, a imigração e a emigração, o Ministério das Migrações.

Embora desde o início tenhamos lutado por esse órgão institucional, que pouco a pouco conquista os emigrantes, conscientes de os emigrantes precisam ser donos de seu destino político, não pleiteamos para o nosso movimento a inauguração dessa nova política. O importante para nós é a tomada da decisão governamental de corajosamente avançar nessa nova fronteira. Por isso, propomos que caiba ao nosso companheiro do ex-CPR, Álvaro Lima, secundado pelo ativo companheiro Marcos Viana, representantes nos EUA e Europa, a tarefa de dirigir a nova Secretaria Especial da Emigração, dar-lhe a estrutura necessária para se transforme no órgão decisório e norteador das políticas emigrantes em interatividade com os demais Ministérios.

Esta proposta dos movimentos Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas nada tem de novo, ela será a concretização de um projeto discutido dentro da Comissão Parlamentar sobre Migração e Imigração, texto anexado a seguir.

Com minhas respeitosas saudações aos dignos representantes do governo, aos companheiros emigrantes e aos representantes dos nossos dois movimentos de cidadania, na expectativa de amplos debates,

Rui Martins - movimentos Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas

Berna, Suíça, 3 de março de 2010.

Anexo -


CPMI

545

13.8. Proposta de criação da Secretaria Especial de

Políticas ao Emigrante

Após quase um ano de trabalho e reflexão sobre o fenômeno

emigratório deste País, esta Comissão entende que o Estado brasileiro dará

salto qualitativo na proteção às comunidades brasileiras no exterior, com a

criação de uma Secretaria Especial de Políticas ao Emigrante.

Apesar de reconhecermos os avanços empreendidos pelo

Itamaraty em seu serviço consular nos últimos anos, julgamos oportuno e

necessário o estabelecimento de uma Secretaria que integre a Presidência

da República, como os órgãos mencionados no § 3º do art. 1º da Lei

nº 10.683, de 28 de maio de 2003, e faça parte do Conselho de Governo,

que, nos termos do art. 7º dessa Lei, compete assessorar o Presidente na

formulação de diretrizes da ação governamental. De acordo com o Art. 38

do mesmo diploma legal, esses cargos de natureza especial têm

prerrogativas, garantias, vantagens e direitos equivalentes aos de Ministro

de Estado.

Esse dispositivo cita como Órgão integrante da Presidência a

Controladoria-Geral da União, a Secretaria Especial de Políticas para as

Mulheres; a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca; a Secretaria

Especial dos Direitos Humanos e a Secretaria Especial de Políticas de

Promoção da Igualdade Racial.

A Lei nº 10.683, de 2003, dispõe sobre a organização da

Presidência da República e dos Ministérios, o que vincula sua alteração ao

Chefe do Poder Executivo. De acordo com o art. 61, § 1º, II, da

Constituição Federal, são de iniciativa privativa do Presidente da República

as leis que disponham, entre outros objetos, sobre:

546

• criação de cargos, funções ou empregos públicos na

administração direta e autárquica ou aumento de sua

remuneração;

• organização administrativa e judiciária, matéria tributária e

orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração

dos Territórios;

• criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração

pública, observado o disposto no art. 84, VI.

Esta CPMI não pode apresentar proposição nesse sentido, por

não possuir competência para tal. Porém, nossa dedicação ao tema da

emigração de brasileiros nos permitiu ter mais clareza sobre a

complexidade do fenômeno migratório, que exige respostas

interdisciplinares, que vão além dos serviços atualmente oferecidos pelo

Ministério das Relações Exteriores. Os desafios são múltiplos, e dizem

respeito a diversos órgãos ministeriais.

Nesse sentido, a Secretaria Especial de Políticas ao Migrante

poderá ter como função assessorar direta e imediatamente o Presidente da

República na formulação, coordenação e articulação de políticas para os

emigrantes brasileiros residentes no exterior ou reintegrados à vida pátria,

assim como ao imigrante residente no Brasil.

De forma igualmente importante, a Secretaria poderá elaborar

e implementar campanhas relacionadas aos riscos envolvidos em fluxos

irregulares de emigração ou relacionados ao tráfico interno e internacional

de pessoas, bem como promover medidas antidiscriminatórias contra o

emigrante e o imigrante.

547

Por fim, a Secretaria também poderá ter como competência

promover e executar programas de cooperação com organismos nacionais e

internacionais, públicos e privados, para implementar políticas relativas ao

fluxo internacional de pessoas. Para tanto, deverão ser considerados os

tratados ratificados pelo Brasil sobre matéria afim.

A relevância social, política e econômica do fenômeno

imigratório, refletida, por exemplo, no significativo contingente de

brasileiros emigrados e no volume de remessas por eles efetuadas, demanda

envolvimento mais efetivo por parte do Poder Executivo Federal. Criar

uma Secretaria Especial de Políticas ao Emigrante simboliza passo

importante nesse sentido.



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Observações de um emigrante no país das contas secretas (Rui Martins)

Os suíços sempre votaram em favor dos seus banqueiros mas criaram a surpresa ao rejeitar financiá-los com suas aposentadorias.

Domingo 7 de março 2010 tem tudo para se transformar em data histórica suíça, por ter sido o dia do Não. Imaginem um povo pacato, tranquilo (um pouco em excesso), capaz de suportar todos os abusos e perguntar, humildemente, se tem mais.

Mas eis que, de repente, cansados de ser carneiros e de tanto balido, os suíços deram um berro que ainda está ecoando aqui pelas montanhas.

Mas qual foi a gota d´água que poderá transformar tantos carneiros bons para a tosquia em exemplos para a Europa ? Ora, os banqueiros, os seguradores, os políticos, obrigados a cortar em algum lugar, exigência da crise, decidiram cortar num lugar que não iria atrapalhar nenhuma empresa, nenhum trader, nenhum empresário – decidiram cortar na aposentadoria dos suíços.

Afinal - pensaram os donos dos bancos e das seguradoras e seus fiéis vassalos, e a quase totalidade dos políticos (tem exceção, vem a seguir) – se é para cortar vamos cortar nesse rebanho de carneiros que nunca estrila. Sempre tiveram salários melhores que os outros europeus, nunca entraram nessas histórias de greve, sempre votaram mais para a direita, mesmo se Lenin e Bakunin com eles conviveram, chegou a hora de precisarem dar uma apertada no cinto do futuro e assim poderemos amortizar os efeitos da crise nos nossos cofres e nos nossos bolsos.

Os suíços têm dois tipos de aposentadoria. Uma de base calculada segundo seus salários e recolhimentos durante a vida ativa, é praticamente o mesmo esquema brasileiro. Porém, existe outra aposentadoria obrigatória chamada de « segundo pilar », para a qual contribuem também o empregado e o empregador, ficando a gestão do capital gerado ou com a própria empresa ou com grandes seguradoras.

Ao chegar aos 65 anos, o aposentado tem direito a duas rendas, o que lhe garante em geral uma velhice digna. Entretanto, ocorre que muito do dinheiro do segundo pilar foi queimado nas loucuras dos investimentos rendosos, que acabaram estourando como balão de ar. E muitas seguradoras ao assumirem o encargo de administrar os fundos de pensões de pequenas e médias empresas cobram honorários excessivos.

Mas como a Suíça era um país rico, como vaca de úberes enormes jorrando leite adocicado dos Alpes, todo mundo queria mamar. Porém, o fluxo da riqueza mudou de direção, graças à incapacidade dos gerentes suíços de tanta riqueza. Em lugar dos pipeline levarem para Zurique, Genebra ou Lugano a evasão fiscal dos países vizinhos, as comissões em concorrências públicas e os roubos de ditadores e governantes corruptos, agora a riqueza acumulada durante tantos anos na Suíça está descendo os Alpes para se esconder em outros lugares.

Acabou aquela confiança cega nos banqueiros suíços, depois do banco UBS ter entregue ao fisco americano os nomes dos milionários, que seus gerentes tinham ensinado a fraudar o tesouro americano. Acabou também a confiança no segredo suíço, depois de informáticos terem vendido Cds com nomes de milhares de clientes para o fisco alemão e francês.

Como chegou a hora do sacrifício, matem-se os carneiros imaginaram os donos do país que colonizam sua Câmara, seu Senado, distribuindo – sem que a Globo fale nisso – polpudos mensalões legais aos deputados e senadores.

Os suíços tinham fama de votarem ao contrário dos franceses e mesmo dos nossos espertos eleitores – bastava os seus mestres mandarem que eles votavam. Assim, votaram pelo aumento da idade da aposentadoria das mulheres, em nome da igualdade de sexos; votaram a favor de uma taxa de 10 centavos no preço do combustível, isso há mais de dez anos, antes de Al Gore, em nome da ecologia; votaram contra a diminuição das horas de trabalho, contra a preguiça e a vagabundagem; votaram contra o seguro-doença (que é de iniciativa privada) calculado sobre o salário, permitindo que um milionário pague o mesmo que um assalariado, sem se contar na espiral crescente dos preços desses seguros. E daí para a frente, sempre a favor dos seus patrões, dos seus bancos, das seguradoras, dos políticos e nunca em seu próprio favor.

Mas, neste domingo, caiu a gota que transbordou. E o povo disse Não à uma redução gradativa no cálculo do total de seus recolhimentos para o segundo pilar da aposentadoria. Só os socialistas com os verdes de esquerda foram contra a anunciada espoliação, pintada como esforço nacional para reequilibrar as finanças.

E o resultado foi estarrecedor – 73% dos suíços disseram Não, e o que é raro, em todos os 26 cantões. Foi a união nacional contra a tentativa de se enfiar a mão no bolso do povo. O governo suíço foi fragorosamente derrotado, seus banqueiros e seus donos da política tomaram uma solene bofetada, que poderá servir para toda a Europa e mesmo para os EUA, onde Obama cedeu aos financistas e ao grande capital na hora de enfrentar a crise.

E vai sobrar também lição desse voto do povo suíço para tantos que pregam a desestatização e se mobilizam mesmo, em nome da liberdade de dizerem só o que lhes interessa, nesse movimento Millenium com cheiro de Opus Dei e reacionarismo golpista da época da Marcha pela Família.

Fórum de discussão

Pela autodeterminação dos emigrantes brasileiros

Exmo. Sr. Luiz Dulci, ministro de Estado, chefe da Secretaria-Geralda Presidência da República Prezados Senhores do MRE (peço ser tb encaminhado ao ministro Celso Amorim),caros companheiros do ex-…Continuar

Iniciado por Rui Martins 6 Mar, 2010.

Caixa de Recados

Comentário de Jean-Noël Cuénod em 7 março 2010 às 11:06
Malheureusement, Rui, je décrypte le portugais grâce au latin mais je l'écris pas. En tout cas, je soutiens ta cause, connaissant ta scupuleuse honnêteté intellectuelle. Bien à toi Jean-Noël Cuénod
Comentário de Francisco Antonio Pagot em 7 março 2010 às 11:22
Esse site aborda somente a questão dos EMIGRANTES? Ou trata também sobre os descendentes de IMIGRANTES que desejam, por exemplo, a DUPLA CIDADANIA, como é o caso de milhares de iitalianos, alemãs, japonezes, franceses, etc.

Porque entendemos que tratar somente da questão dos EMIGRANTES é discricionário, posto que ignora ou deixa de lado uma outra questão tão importante e fundamental quanto aos EMIGRANTES, que são os IMIGRANTES.

Caso afirmativo, como proceder?

Xico Júnior
Jornalista, Radialista, Acervista, Historiador e Escritor
Comentário de Magdala Cavalcanti de Melo em 7 março 2010 às 22:16
Caro Rui
Muito oportuno o site. Espero que cumpra com seus objetivos. Creio que vai atingir não apenas nossos emigrantes, mas imigrantes e migrantes E Amigos.....embora nossa principal preocupação é pela conquista de um espaço (Estado do Emigrante, Secretaria, etc), mas algo que efetivamente represente e ajude os brasileiros no exterior. Como já disse antes, Parabéns. E OBRIGADA RUI MARTINS. Graças a você e ao Movimento Brasileirinhos Apátridas, meu neto americano tem cidadania brasileira .Abs, Magdala
Comentário de Maria do Rosario SilvaTorres em 9 março 2010 às 14:45
Gostaria de saber se esse site aborda somenta a questão dos imigrantes,ou também trata sobre a cidadania descendentes de imigrantes como franceses,italianos,etc
Comentário de Magdala Cavalcanti de Melo em 9 março 2010 às 16:31
Caro Rui
Bela a atitude do povo suiço. Creio que não vão mexer na Constituição de lá, para que os aposentados há 7, 10 anos ou mais, passemos a pagar à Previdencia para cobrir os rombos. Aposentada em 1995, a partir de 2002, contribuo para a Previdencia, o que já fizera 30 anos e 7 meses e ainda 9 anos em duplicata. Pena que os aposentados aqui também tenham problema. Nem siquer o índice do reajuste do salário mínimo foi concedido aos que se aposentam pelo INSS. Pena. Ao menos aí já esboçaram reação. Tenho fé em dias melhores.
Magdala
Comentário de Rui Martins em 28 março 2010 às 18:26
O movimento Estado do Emigrante explica ao presidente Lula porque boicota o alistamento eleitoral e a transferência de títulos para o Exterior.

Exmo. Sr. Presidente da República

O movimento de cidadania Estado do Emigrante (que não é Ong, não tem e nem pediu verbas, funciona na base do voluntariado), sucessor do movimento Brasileirinhos Apátridas (que deu dores de cabeça ao MRE ao denunciar e lutar contra o risco de uma geração de brasileirinhos sem nacionalidade, situação resolvida com a Emenda constitucional 54/07) vem à sua presença explicar porque decidiu boicotar o alistamento eleitoral dos emigrantes nos Consulados, no Exterior, e porque poderá pedir aos emigrantes para não votarem nos Consulados e boicotarem as próximas eleições presidenciais.

Mas Senhor Presidente não se assuste com nossa ameaça. Ela não causará grandes estragos.

Por uma razão bem simples – nós somos os excluídos do Exterior, não temos nenhuma importância política e a grande maioria, mesmo sem que decretemos boicote, já não vota. Na sua reeleição, em 2006, por exemplo, havia 4 milhões de emigrantes espalhados pelo mundo, mas só havia 80 mil eleitores emigrantes (!) e metade deles justificou ausência e não votou.

E é por isso que lhe escrevemos – os emigrantes brasileiros, que o MRE chama com o nome bonito de Brasileiros no Mundo, embora mandem 7 bilhões de dólares anuais à Matriz brasileira, não têm grandes direitos e não participam da vida política brasileira. E, por isso, ninguém se interessa em votar - pegar o carro, um trem, avião, gastar dinheiro duramente ganhado, para votar no Consulado mais próximo mas sem poder escolher representantes em Brasília, não paga a pena.

Mesmo porque não existe também até agora uma política nacional da emigração. É verdade, durante seu governo, criou-se uma Subsecretaria-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, montou-se um Portal Consular na Internet e se fizeram duas Conferências dos ditos Brasileiros no Mundo, no Itamaraty. Graças a um abaixo-assinado por iniciativa do nosso movimento criou-se uma Comissão de Transição, que virou Conselho de Representantes mas sem nenhum poder decisório, que qualificamos de vaquinha de presépio.

Não é isso que reivindicamos. Queremos alguma coisa concreta, como existe em outros países. Portugal, por exemplo, cuja população emigra desde a época de Vasco da Gama e de Cabral, tem uma experiência que levou a criar uma verdadeira política de emigração.

Existe um Ministério das Comunidades, são eleitos quatro deputados representando as quatro regiões do mundo povoadas com emigrantes portuguêses e elege-se um amplo Conselho Consultivo dos emigrantes com 63 representantes. Com essa estrutura, Portugal desenvolve toda uma política social, cultural, educativa junto aos emigrantes.

Mas não é só Portugal, com ligeiras variantes o mesmo acontece na França, Itália e mesmo em países latinoamericanos como o México e o próprio Equador.

Os emigrantes constituem uma população nacional externa, mas não é por isso que devem ser considerados como parte das funções das Relações Exteriores. Devem ser considerados como um segmento da população brasileira e possuir em Brasília uma Secretaria Especial de Estado ou um Ministério, autônoma e independente do MRE (por que não um super Ministério englobando migração, imigração e emigração?), ter parlamentares emigrantes e um amplo Conselho Consultivo de emigrantes.

Se tivermos parlamentares emigrantes, nossos representantes em Brasília, haverá interesse na comunidade do exterior pelo alistamento eleitoral, transferência do título de eleitor e pelo exercício do voto. Os partidos também darão importância política aos emigrantes e instalarão seus comitês e farão campanha no Exterior. E os emigrantes poderão levar suas reivindicações a Brasília, por seus representantes eleitos por voto direto.

Como vê, nossas reivindicações são justas e, se incorporadas neste final do seu governo, assinalarão uma nova política de emigração. E, tão logo seja anunciada essa sua intenção, suspenderemos o boicote e colaboraremos no alistamento eleitoral.

Receba Excia nossos cumprimentos, na expectativa de que dê provimento a estas reivindicações.
Comentário de BLOG DA DILMA em 6 abril 2010 às 14:38
Seja seguidor e divulgador do maior portal da Dilma Rousseff na internet: O BLOG DA DILMA: http://dilma13.blogspot.com/ Blog feito pela militância petista. Um grande abraço, Daniel Pearl - editor geral - Fone: 85-81629695. Blog da Dilma Rede Social NING: http://blogdadilma.ning.com/
Comentário de CARLOS ALBERTO HONORATO DA SILVA em 5 junho 2010 às 17:14
Brasília, sábado, 05 de junho de 2010


Boa tarde Brasil,

Encaminho para vosso conhecimento, uma excelente notícia de interesse de todos. Trata-se do resultado ainda não divulgado oficialmente de pesquisa do IBOPE sobre os presidenciais.

Honra-me informar que a pre-candidata do povo brasileiro e escolhida pelo Presidente LULA para dar continuidade ao seu projeto de governo para o Brasil, está em primeiro lugar nas pesquisas realizado por este instituto, se distanciando por 9 pontos do candidato Serra.

Neste ritmo, Dilma Rousseff 43%, acreditamos na vitória de nossa pre-candidata logo no primeiro turno.

O Povo não permitirá que o " todo o trabalho realizado pelo presidente LULA em oito anos de governo para por o brasil lá no topo, venha agora por serra abaixo".

" Só Dilma Rousseff é acerteza que o Brasil continuará avançando "

Carlos Honorato
editor da Coluna do Honorato
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O maior portal da Dilma Rousseff na internet, O BLOG DA DILMA, divulgou agora há pouco a mais recente pesquisa do Ibope em nível nacional para Presidente da República. Os números são surpreendente. Dilma Rousseff colocou 9 pontos acima do tucanos José Serra, preferido da Mídia Nacional. Dilma tem agora 43%, Serra 34, Marina 10%, Brancos/nulos e não sabem 13%.

Será que o Jornal Nacional da Rede Globo vai divulgar hoje a noite? Será que o Plano B para abafar o resulto favorável a petista Dilma Rousseff será divulgado? Vão manipular novamente?

O certo é que a candidatura do neoliberal José Serra morreu eleitoralmente. Veja a campanha baixa que os tucanos adotaram recentemente? Ridículo. Os tucanos estão sem projeto e programa de Governo para apresentar ao povo brasileiro em substituição ao do Presidente Lula. Eles estão perdidos.

E horário eleitoral ainda nem começou!

Fonte: http://dilma13.blogspot.com/
Comentário de josé carlos machado em 5 junho 2010 às 19:23
É isto mesmo companheiro, o Brasil é muito mais do que se possa imaginar, é pátria de um povo contente, de um povo que quer Dilma presidente!
Comentário de CARLOS ALBERTO HONORATO DA SILVA em 6 junho 2010 às 18:32
Brasília, domingo, 06 de junho de 2010


Chico Buarque certo dia disse, "vai passar"



Como mostra o gráfico Dilma cresceu de setembro a junho 22% no instituto de pesquisa Ibope e Serra permanece na margem de erro da pesquisa há oito meses, 2%, variando de 35% em setembro para 37% agora em junho.

Isso que dizer que está no mesmo patamar de 35%, Serra não cresceu enquanto estava exercendo o cargo de governador de São Paulo, não cresceu quando lançou sua candidatura, não cresceu em nenhum momento desde setembro.

Dilma cresce em média 3% por mês, saiu de 15% em setembro e chega aos 37% neste mês de junho. Desde que saiu da Casa Civil a ex-ministra cresceu 8% só nos últimos sessenta dias.

Serra continua sendo o candidato com maior índice de rejeição, tanto no Datafolha, como na pesquisa divulgada ontem. Serra quando o instituto apura quem é o candidato mais antipático, fica a frente de todos os outros.

Apesar de ajudar, campanha eleitoral não é concurso de simpatia, acredito que Serra está no quesito mais antipático, não só pelo visual, é porque não tem discurso e propostas novas.

Muitos analistas declaram que a exposição em programas eleitorais pode favorecer um candidato durante a fase de levantamento das pesquisas, durante essa pesquisa do Ibope divulgada ontem Serra apareceu em todos os programas do DEM.
Mas, ainda não podemos dizer porque não cresceu nas pesquisas segundo os analistas, se empacou mesmo ou se porque estava no programa dos demos, aparecer ao lado do DEM não ajuda ninguém.

Dilma em todas as pesquisas realizadas nos últimos meses por todos os institutos, Sensus, Vox Populi, Datafolha e o Ibope está na frente na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem ser apresentado qualquer nome, "Se a eleição fosse hoje em quem você votaria?

Sem a resposta estimulada a ex-ministra cresce também, o nome tá na ponta da língua.

A questão é de tempo, Dilma continuando nesse consistente crescimento e como disse um dia Chico Buarque, vai passar.


Fonte: http://dilma13.blogspot.com/

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Quem perde mais - Aécio ou o Não voto?

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